quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Ressurreição de Cristo: Milagre ou Dogma?

A Conexão Budista

Toda vez que alguma teoria científica põe em risco a credibilidade de alguma doutrina religiosa, a polêmica se instala. E nessa disputa ancestral, a maior de todas as divergências costuma deixar os clérigos de cabelo em pé, pois questiona justamente o fato sobre o qual se apoia a base da fé cristã e o principal fundamento da sua essência doutrinária, que é a ressurreição de Cristo.
As primeiras controvérsias sobre esse tema aconteceram há mais de seiscentos anos e alimentaram muitas fogueiras da inquisição. Mas tomaram força no século XIX, quando o escritor Samuel Butler, em seu livro sobre a ressurreição, demonstrou várias inconsistências fatídicas. De lá pra cá muitas publicações se seguiram, reforçadas por constatações arqueológicas.
A princípio, parece uma tese provocativa mas, se observarmos os fatos, nos deparamos com questões intrigantes. Evidências indicam que Jesus teria sido resgatado vivo da cruz por José de Arimateia e, após ser tratado dos ferimentos, teria viajado clandestinamente para uma região localizada na Caxemira, denominada Novo Tibet, no norte da Índia, onde viveu e pregou até os 80 anos de idade.
A suposta fuga para o oriente se justifica por duas razões curiosas: primeiro, porque essa é a direção por onde ele poderia sair do alcance das autoridades romanas mais rapidamente, bastando seguir a conhecida Rota da Seda, passando por Gaza, Iêmen, Pérsia e, finalmente, a Caxemira, na Índia. 
A outra razão tem a ver com a sua própria história, desde o seu nascimento. Segundo a tradição budista, quando o Dalai Lama morre, os magos consultam as estrelas e, seguindo as indicações destas, partem em busca do menino recém-nascido que seria a reencarnação do Buda. Quando esse menino atinge idade entre doze e quatorze anos, ele é levado para ser educado na fé budista.
Tais coincidências indicam que poderia ter sido essa a verdadeira história dos Três Reis Magos do oriente que, seguindo uma estrela, visitaram Jesus logo após o seu nascimento. Outra coincidência interessante indica que Jesus poderia ter sido levado para a Índia, ainda menino.
O escritor Russo Nicolai Notovitch, em seu livro “A vida desconhecida de Jesus Cristo”, do século XIX, traduz manuscritos indianos, segundo os quais uma criança chamada “Issa”, nascida de uma família pobre de Israel no século primeiro, alí chegou com 14 anos de idade, estudou as leis do Budismo, se tornou mestre e voltou para Israel com 29 anos de idade. Esse foi justamente o período do qual não há nenhum registro da presença de Jesus na região da Galileia. Observe também que “Issa" no idioma local significa “Salvador” ou “Aquele que cura”, o mesmo significado da palavra “Jesus” em hebraico.
Além disso, há um estranho paralelismo entre os ensinamentos e milagres budistas. Pregar o amor aos inimigos, o desapego aos bens materiais e crer que o reino do céu é reservado aos mansos de coração não tem nenhuma relação com os costumes tradicionais judeus, mas tem tudo a ver com as doutrinas do budismo. E, ainda, segundo a tradição, Buda caminhou sobre as águas, ressuscitou um morto e milagrosamente alimentou cinco mil seguidores repartindo poucos peixes e migalhas de pão.
Há farto material e escrituras referentes ao profeta Issa, na região da Caxemira e em todo o norte da Índia, indicando várias outras coincidências. Nos idiomas e dialetos regionais, como Caxemir, Árabe e Urdu esse mesmo profeta é conhecido como Yusuf, Issa, Yuz Asaf, Yuz-Asaph, Issana e Isa. Coincidentemente, todos esses nomes se traduzem como "Salvador", que em Hebraico seria “Jesus”.
Segundo a tradição local, durante uma grande pregação por volta do ano 50 d.C., o Profeta Issa (ou Yuz Asaf) teria afirmado ser Jesus Cristo da Galileia. Essa é uma das razões pelas quais as suas escrituras sagradas indicam que esse profeta veio de Israel, após ter sido martirizado por pregar a palavra de Deus e por curar doentes. Tendo morrido aos 80 anos de idade Yuz Asaf foi enterrado na Caxemira e na lápide de seu túmulo contém duas marcas de pés, nas quais aparecem as cicatrizes da crucificação.

Crucificação e Ressurreição

A crucificação, que muitos acreditam ter sido uma ação isolada para martirizar Jesus, na verdade era prática comum adotada pelo exército romano, havia pelo menos cem anos, como forma de humilhar publicamente escravos rebeldes e criminosos não romanos. Naquele mesmo ano, além de Cristo, cerca mil condenados teriam sido executados. Porém, o seu propósito não era a morte rápida, que seria muito menos trabalhoso com um simples golpe de espada. Pelo contrário, uma pessoa crucificada deveria permanecer agonizando o máximo de tempo possível em um lugar bem visível, como se fosse um outdoor aterrorizando as pessoas ante o poder opressor de Roma. Assim, essas vítimas costumavam agonizar por três, quatro ou cinco dias, até sucumbirem.
Com base nesses dados e também em alguns fatos relacionados ao evento da crucificação, há pelo menos dez evidências indicando que Jesus Cristo pode não ter morrido na cruz. Veja:
1)     Se o propósito da crucificação era deixar o condenado agonizando por vários dias, até a morte, por que Jesus foi retirado seis horas depois?
2)     Havia dois outros condenados sendo executados naquela mesma data. Uma vez que o dia seguinte era o Shabat e nenhuma atividade poderia ser realizada, os soldados romanos trataram de apressar a morte desses dois para retirá-los logo da cruz. Isso era feito quebrando-lhes as pernas para que o peso do corpo pendurado apenas pelos braços impedisse a respiração, provocando a morte rápida por asfixia. Entretanto, Jesus foi poupado disso. Por quê?
3)  Pouco antes de o retirarem da cruz, colocaram em sua boca uma esponja embebida em um líquido. O simples fato de ele ter ingerido comprova que ele estava vivo e consciente. Não seria esse líquido alguma droga capaz de provocar um estado de estupor ou uma espécie de coma reversível, a fim de poderem retirá-lo inerte da cruz, sem levantar suspeita?
4)     Para se certificar se Jesus estava morto, um soldado romano o golpeou com uma lança na altura das costelas e, segundo os evangelhos, jorrou sangue e água. É mais uma prova de que ele estava vivo, pois após a morte nenhuma perfuração no corpo provoca evasão de líquidos. No máximo, alguma gota poderia escorrer muito lentamente. Não jorrar!
5)     Os Judeus mortos naquela época, ao serem sepultados, tinham as covas preenchidas com terra. No entanto, Jesus foi levado para uma catacumba, apenas fechada precariamente com uma pedra que, dois dias depois, foi retirada por mulheres que, segundo as escrituras, pretendiam ungir o corpo. Aqui há outra contradição, pois jamais existiu entre Judeus este costume de ungir corpos dos mortos já sepultados. Isso apenas suscita especulações de que essas mulheres, na verdade, levavam produtos destinados ao tratamento de enfermidades.
6)     José de Arimateia, que cuidou dos funerais de Cristo, teria retornado ao túmulo pelo menos uma vez depois do "sepultamento", acompanhado por Nicodemos, levando ungüento, especiarias e Alloes, que eram produtos usadas no tratamento de ferimentos. Ressalte-se que Nicodemos era um conhecido Rabi - mestre estudioso das ciências, que se equipara a um cientista ou médico de hoje em dia. Além disso, ambos se encontram com Jesus secretamente em noite anterior à sua prisão. Não estariam arquitetando algum plano para o caso de Jesus vir a ser condenado? 
7)     A primeira pessoa a vê-lo ressuscitado teria sido Maria Madalena que, diante do túmulo vazio, conforme narra o Evangelho de João (20.14), "virou-se para trás e viu Jesus, de pé, mas ela não sabia que era Jesus", ou "não o reconheceu", de acordo com outras traduções. Ora, se ela não sabia quem era a pessoa avistada, por que os doutrinadores deduziram que se tratava de Jesus? Essa é uma de tantas passagens que não faz nenhum sentido, apenas confunde. E por que justamente uma mulher foi a portadora de tão importante notícia, se o testemunho feminino naquela época não tinha nenhum valor legal ou moral?
8)     No dia seguinte à "ressurreição", Jesus caminhou por vários quilômetros, rumo à cidade de Emau. Porém, estranhamente, ao encontrá-lo nesse caminho, os seus discípulos não o teriam reconhecido, nem mesmo o seu irmão, Tiago! Se eram amigos de tão estreita e duradoura convivência cotidiana, isso não faz sentido, a menos que Ele estivesses com uma aparência muito alterada, devido ao grave estado de convalescença! Essa tese se confirma pelo fato de que Tomé tocou-lhe as chagas, comprovando que, de fato, Ele estava ferido. Ora, se Ele havia ressuscitado na glória de Deus todo poderoso, seria mais coerente que ostentasse uma aparência verdadeiramente divina, mostrando ter triunfado sobre os sofrimentos pelos quais passou e sobre própria morte. Aparecer ferido e com a aparência tão moribunda, a ponto de não ser reconhecido pelos amigos próximos, parece muito contraditório.
9)     Após a ressurreição, segundo os evangelhos e segundo as cartas de Paulo, Jesus transitou pela região de Jerusalém e pelo norte da Galileia durante 40 dias. Contudo, em nenhuma das ocasiões em que foi visto, ele não se comportou como uma entidade superior, dotado de atributos sobrenaturais próprios de alguém que ressuscitou dos mortos, não realizou milagres, tampouco pregou qualquer ensinamento. Pelo contrário, ele se deixou ver apenas por poucas pessoas de sua extrema confiança e, ainda assim, em circunstâncias furtivas e reservadas, ensejando suposições de que, na verdade, Ele estaria evitando as autoridades romanas, enquanto se recuperava para seguir para outras terras (Vide Dezoito aparições).
10)  E, o mais intrigante, é a constatação de que os evangelhos originais que fundamentaram a religião cristã até a reforma do Concílio de Nicéia, promovida pelo imperador romano Constantino, em 380 d.C, não mencionavam a ressurreição, tampouco a ascensão de Cristo. Esses fatos teriam sido incluídos posteriormente nos Evangelhos, como forma de igualar a figura de Jesus Cristo a Hórus, o deus de quem Constantino era devoto antes de se converter.
Contudo, a despeito de todas essas especulações, deixo registrado que minha fé é inabalável e que temas dessa natureza, sejam verdades históricas ou meras abstrações investigativas, em nada mudam minha incondicional idolatria dedicada ao mestre Jesus Cristo de Nazaré.
* Marcio Almeida é Engenheiro Mecânico e Engenheiro Industrial, Administrador de Empresas, Mestre em Gestão Governamental e Ciência Política, Especialista em Direito Administrativo Disciplinar, pesquisador autodidata em Sociologia, História Política e Social e Nutrologia, Meio-Maratonista, ex Diretor de Auditoria Legislativa e ex Presidente de Processos Disciplinares na Administração Federal Brasileira, MM
Fontes de pesquisa:

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Boatos e correntes maliciosos.

Circulam pela Internet centenas de BOATOS, CORRENTES, ABAIXO ASSINADOS e PETIÇÕES, espalhados como iscas por hackers e administradores de páginas maliciosas, cujos únicos propósitos são a captura de dados pessoais e de endereços de e-mail de internautas e, sobretudo, vincular compulsoriamente os perfis de usuários de redes sociais como assinantes.

Além das falsas campanhas, eles ainda costumam atrair as pessoas com boatos contendo temas de forte apelo, como crianças doentes ou desaparecidas, remédio e alimentos que produzem curas milagrosas ou, ainda, alegando que o Facebook vai doar dinheiro se você curtir ou compartilhar, etc, etc...

Tudo isso, sem exceção, é falso, não produz nenhum efeito prático e é ilegal. Especialmente quando se trata das pseudo campanhas, abaixo assinados e petições, pois não cumprem os requisitos mínimos da Lei que regulamenta a matéria (Lei 9.709/98), segundo a qual, o "assinante" deve acostar o número do Título de Eleitor e de identificação.

Porém, é importante alertar que isso não é uma simples brincadeira!
Essas matérias, conhecidas como hoax, Marketing Viral, pulha eletrônica, embuste, pegadinha viral, etc, quase sempre são promovidas por grandes multinacionais criadas e mantidas por hackers (veja a lista de algumas abaixo) que usam a boa fé das pessoas para faturarem milhões.

Como eles agem?

Fazendo uso dos endereços de e-mail capturados através dessas falsas correntes e campanhas, uma vez que o endereço de e-mail é usado como login (chave de acesso) em vários sites, inclusive de compras, eles conseguem obter até mesmo os dados de cartão de crédito. Na melhor das hipóteses, vendem os milhões de endereços de e-mail capturados para spammers do mundo inteiro, que depois os utilizam para espalharem outros virais.

Nas redes sociais, eles fazem uso dessa artimanha da seguinte forma:
O simples ato de curtir ou compartilhar essas matérias permite que eles vinculem o seu perfil compulsoriamente como assinante da página (um aplicativo faz isso automaticamente). Assim, eles colecionam e contabilizam milhares e até milhões de perfis como se fossem fãs da página, forjando uma pseudo reputação respaldada nessa falsa popularidade.

Então, ostentando esses milhares ou milhões de curtidas (likes) ou compartilhamentos (share), utilizam essa condição para se auto promoverem e angariar milhões de dólares de ONG's e patrocinadores ingênuos.

Além, disso, muitas dessas organizações, constituídas como ONG´s, fazem uso dessa falsa popularidade para respaldar contratos de repasse milionários com governos e instituições públicas. Um bom exemplo dessas atividades suspeitas é o caso da Avaaz.com, cujo principal executivo no Brasil, Pedro Abramovay, é ligado ao PT há décadas, foi assessor de Marta Suplicy por vários anos e tem trânsito livre no Palácio do Planalto. Esta organização vem sendo agraciada, pelo menos desde 1987 com as benesses desse partido com polpudas somas em subsídios financeiros para promover passeatas do MST, CUT, dentre outros movimentos. A Avaz.com, juntamente com AnonymousBrasil, foram as instituições contratadas para organizar e, em seguida, desarticular a ruidosa e inócua campanha do passe livre de 2013 que, no final, revelou ser uma mera jogada de marketing do governo, que se apropriou dos resultados do movimento, sem que o mesmo tivesse produzido qualquer efeito prático.

Foi justamente a Avaaz.com que patrocinou a frustrada coleta de 1.600.000 assinaturas da campanha "Fora Renan", cujo resultado prático não deu em nada, pois o suposta abaixo assinado era ilegal, conforme mostrado acima.

Vejam a relação de algumas dessas organizações:

AVAAZ,
Causes.com,
Change.org,
Se Me Odeia Deita na BR,
Coração Apaixonado;
Quem tá Vivo Curte,
Quero Amor para a vida toda,
Véi na Boa,
CitzenGo,
AnonymousBrasil,
Petição Pública Brasil,
Movimento Gota Dágua,
Petição 24 e muitas outras...

quinta-feira, 25 de julho de 2013

O real significado da palavra FULECO:

Mascote da Copa do Mundo de Futebol de 2014.

Na linguagem coloquial brasileira, fuleco significa ânus. Leia mais abaixo. 

Etimologia:
A palavra Fuleco tem origem na linguagem usada pelos negros africanos que viviam no Brasil à época do regime escravocrata. Devido à dificuldade que muitos tinham em pronunciar o "R" entre vogais, eles substituíam-no pelo "L", num vício de linguagem conhecido como lambdacismo. Por isso, ao invés da palavra Furo, eles pronunciavam Fulo (Veja a NOTA abaixo).
Ressalte-se, ainda, que o sufixo ECO tem a finalidade de indicar diminutivo com conotação depreciativa, indecorosa ou obscena, como no caso de jornaleco, livreco, doutoreco, padreco, etc...
Por essa razão, a palavra fuleco que originalmente significaria "pequeno furo", devido à conotação pejorativa do sufixo passou a ser usada na linguagem coloquial arcaica como forma de referir-se ao ânus em sentido jocoso ou com propósitos de envergonhar ou ofender. Ou seja, Fuleco significa ânus, vulgarmente conhecido em Português brasileiro como cu.

Nota:
O professor e pesquisador Affonso Robi, da Universidade Federal do Paraná, em seu estudo “Alguns Problemas da Influência Tupi na Fonética e na Morfologia do Português Popular do Brasil” (pag 12/13) explica:
"Em certos dialetos a pronúncia é tão variável que pode ser transcrita arbitrariamente por "R" ou "L". Daí o lambdacismo tão comum nos crioulos que trocavam a pronúncia de "reino"por "lêno", "terra" por "tela" (provenientes de São Tomé e Ano Bom). Haviam ainda os que trocavam "era" por "ela", "furo" por "fulo",  "fora" por "fola", "ora" por "ola" (de Angola) e os que trocavam "varri" por "bali", "pérola" por "pélula" (de Suriname).”

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Hoax, Marketing Viral e Pulhas Virtuais.

Circulam pela Internet centenas de BOATOS, CORRENTES, ABAIXO ASSINADOS e PETIÇÕES, espalhados como iscas por hackers, cujo único propósito é capturar endereços de e-mail, perfis de redes sociais, IP de celulares e senhas. Em seguida, vincularm os perfis dos usuários como "Assinantes" compulsórios de suas páginas maliciosas.

Atraem as pessoas com temas de forte apelo, como crianças doentes ou desaparecidas, remédio e alimentos que produzem curas milagrosas ou que contém contaminações terríveis, alegações de que "o Facebook vai doar dinheiro a cada curtida" ou que o Facebook vai ser pago, etc, etc...
Tudo falso, ilegal e sem nenhum efeito prático...

Porém, é importante alertar que isso NÃO É UMA SIMPLES BRINCADEIRA! Pelo contrário, são armadilhas que podem prejudicar a você e a seus amigos.

Essas matérias, conhecidas como hoax, Marketing Viral, pulha eletrônica, embuste, pegadinha viral, etc, quase sempre são promovidas por grandes multinacionais criadas e mantidas por hackers (veja a lista de algumas abaixo) que usam a boa fé das pessoas para faturarem milhões. 


Hoje o grande filão desses hackers são os falsos Abaixo-Assinados e Petições, iludindo os cidadãos com a expectativa de alguma ação efetiva, mas que não têm qualquer efeito prático, uma vez que não atendem os requisitos da Lei 9.709/98 (Lei da Iniciativa Popular), segundo a qual o "assinante" da petição deve acostar o número do respectivo título de eleitor e de identificação, além de comprovar que não admite assinatura duplicada do mesmo eleitor.    

Como eles agem?

De posse do endereço de e-mail, que hoje é usado como chave de login em vários sites, inclusive de compras, eles podem chegar até mesmo aos dados de cartão de crédito, além de venderem esses endereços para spammers do mundo inteiro que depois os utilizam para espalharem outros virais.
 

Exemplos de imagens usadas em hoaxes mais comuns.

Por outro lado, quando você CURTE ou COMPARTILHA uma dessas matérias nas redes sociais, esses hackers "te usam" de duas formas: vinculam compulsoriamente o seu perfil como "Assinante" da página, contabilizando mais um usuário "cativo" e, além disso, usam os milhares (ou milhões) de "LIKES" ou "SHARE" para se auto promovem!


Com respaldo nessa falsa popularidade conseguem angariar milhões de dólares de ONG's e patrocinadores ingênuos e, sobretudo, utilizam-na para RESPALDAR contratos de repasse com governos e instituições públicas.
Foi justamente uma dessas organizações (a Avaaz.com) que "patrocinou" a frustrada coleta de 1.600.000 assinaturas da campanha "Fora Renan", cujo resultado prático não deu em nada, pois o suposta abaixo assinado era ilegal.


Vejam a relação de algumas dessas empresas:

"AVAAZ",
"Causes.com",
"Change.org",
"Se Me Odeia Deita na BR",
"Coração Apaixonado";
"Quem tá Vivo Curte",
"Quero Amor para a vida toda","Véi na Boa",
"AnonymousBrasil",
"Petição Pública Brasi",
"Movimento Gota Dágua",
"Petição 24" e muitas outras...


Leia mais sobre origens e detalhes dessas matérias, clicando AQUI.

Clique AQUI e Veja AQUI centenas de exemplos de Hoaxes que circulam pela Internet.

Márcio.


quinta-feira, 4 de abril de 2013

A Emenda Constitucional 66/2012: Direitos dos Trabalhadores Domésticos.

Algumas dezenas de milhares de pessoas sem outra qualificação, vindas do Nordeste, especialmente do Maranhão, Piaui, Ceará, etc, se ajeitavam na vida em Brasília como empregados domésticos. bastou a iminência da aprovação desta Emenda Constitucional para iniciar um verdadeiro êxodo de desempregados de volta para o sertão.
Isso é lamentável sob todos os aspectos mas, convenhamos, as pessoas não têm como bancar custos desproporcionais à própria renda e não haveria como ser diferente. Apenas para exemplificar, da família da colaboradora que nos ajuda em casa eram seis irmãs empregadas, algumas já pagando prestação do próprio lote, outras estudando em curso superior, mas mantendo crianças em escolas e sustentando pais e avós nas suas regiões de origem. Duas delas já voltaram desempregadas pra casa e uma terceira está preocupada com a própria sorte.
Ora, políticas públicas não poderiam ser adotadas assim, na base do populismo retrógrado e eleitoreiro, assim como agiram os Excelentíssimos Deputados e Senadores autores da façanha, bem como a nossa Administração Federal corrupta. Haveria que se pensar, antes, em criar condição pelo menos  para a manutenção do emprego. Mas, obviamente, não se pensou e não se planejou! Em consequência disso, não foram disponibilizadas creches para salvar a situação das famílias que acabam de se ver forçadas a perder a colaboração dessa categoria, tampouco há estrutura, conhecimento ou informação para que esses patrões e patroas, na maioria senhoras donas de casa, possam administrar suas novas realidades.
Ainda não se divulgou, mas a aplicação dos direitos trabalhistas recém concedidos exige, necessariamente:
1) cadastramento do empregado e do empregador no INSS,
2) aquisição de um Token na CEF para manutenção e controle de conta especial de FGTS, cujo custo gira em torno de R$300,00 por ano;
3) abertura de conta especial para depósito de FGTS na CEF,
4) redação, assinatura e registro dos respectivos contratos de trabalho doméstico nos órgão oficiais e cartórios,
5) adoção de métodos de controle de turno de trabalho e frequência,
     etc, etc, etc...
Além de se capitalizar para pagar pelo menos 20% a mais à empregada.
Daí eu pergunto: Quem, entre os cerca de 7 milhões de patrões domésticos no Brasil está preparado para adotar todas essas medidas imediatamente e para seguir todo esse corolário de regras e imposições burocráticas?
A opinião dos Especialistas:
A Especialista em Direito do Trabalho da USP e Advogada Trabalhista Priscila Carbone, uma defensora da ampliação dos direitos dos profissionais domésticos avalia que "As mudanças podem ter sido um tiro pé"! Segundo ela, os altos riscos impostos aos empregadores pela nova legislação, especialmente em ralação às imposições burocráticas e financeiras, poderão levar à extinção prematura da profissão de doméstica". À luz da nova legislação os empregadores correm o risco de se verem vulneráveis, sobretudo em razão de lides judicais, a bancarem pagamentos de horas extras e adicionais noturnos absolutamente desproporcionais.
A ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Delaíde Alves Miranda Arantes, ex empregada doméstica, comenta que "os patrões ainda estão muito preocupados porque não sabem direito o que está acontecendo". Embora não manifeste textualmente sua preocupação com demissão em massa ou com prejuízos à categoria advindos da nova Lei, alerta que  "Embates com certeza haverão", embora acredite que sejam superados.
Mário Rodarte, professor de economia da UFMG) e especialista em mercado de trabalho, alerta que "é preciso ficar atento aos riscos de rotatividade no mercado, especialmente entre as profissionais mais jovens". Ou seja, os novos não devem se manter nesse mercado.
Diante disso, eu particularmente avalio a intempestividades dessa nova norma como uma lamentável precipitação inconsequente de políticos populistas!
Vejam bem: se questionarmos a esses mesmo políticos sobre adotar-se direitos iguais para todos os trabalhadores, nos mesmos parâmetros dos servidores do Congresso Nacional (salário entre 18 e 46 mil Reais por mês, 14 salários anuais, assistência médica e odontológica gratuita vitalícia para toda a família, remuneração pós-vitalícia - se morrer os herdeiros continuam recebendo, etc, etc, etc...), obviamente eles desconversam! Ou seja, são dois pesos e duas medidas! Estão jogando pra plateia!...

Tratamento Igual para Situações Diferentes

 
Além disso, a norma tenta estabelecer tratamento igual para situações absolutamente diferentes, pois não há como impor às famílias, com suas peculiaridades tipicamente domésticas, os mesmo critérios da empresa. Estas, por sua vez, além de se constituírem em pessoas jurídicas, são instituições com a finalidade de obter lucro por meio da competição econômica e tecnológica no mercado. Portanto, são mundos muito diferentes.
Notadamente, pai, mãe e dona de casa não são comparáveis a chefes operacionais, industriais ou comerciais, tampouco a diretores empresariais obrigados a gerar resultado econômico no final do exercício contábil. Ou seja, no lar não se administra negócios!
Por outro lado, empregada doméstica, embora preserve essa qualificação (empregada), não é mero funcionário contratado para gerar produção a partir da lida com bens e insumos materiais, de modo a propiciar faturamento e lucro. Pelo contrário, empregados domésticos se ocupam de objetos e atividades do lar, que é a base da família e, especialmente, cuidam das crianças, nossos filhos!...
Portanto, essa relação se constitui, necessariamente, em uma interação afeta á intimidade familiar, pautada pela confiança e, até mesmo, pela cumplicidade diante dos assuntos íntimos da família, enquanto a relação trabalhista convencional, por sua vez, é essencialmente uma relação de natureza econômica e social.
Como se denota, são duas realidades que, de maneira alguma, preservam qualquer similaridade de natureza econômica ou social.
 
Desdobramentos na Seara Social.
No entanto, são os desdobramentos na área social o que, de fato, mais preocupam!
Creio que nossos políticos afoitos deveriam ter se acautelado, se espelhando na nossa própria história recente. Veja bem: há muito pouco tempo registrou-se a extinção de uma série de profissões, gerando como consequência uma das maiores tragédias sociais já verificadas nesse país: a favelização que, por sua vez, vem propiciando a terrível delinquência urbana. Tudo isso não passou de mero efeito perverso de uma legislação populista e paternalista, assim como essa "em favor" da categoria de trabalhadores domésticos. Muitos acompanharam esse processo. Veja o caso:
Até o início dos anos 70 existia no Brasil milhões de meeiros e colonos, além de legiões de milhões de vaqueiros, carreiros e empreiteiros rurais em geral. Bem ou mal (não cabe aqui avaliar), esses trabalhadores viviam em harmonia nas fazendas de todo o país, ocupando livremente suas moradias em condições que, embora precárias, não se distanciavam muito da realidade vivida pelos próprios patrões e proprietários da terra.
Ou seja, de fato não havia nenhuma exploração econômica! Apenas uma precariedade circunstancial generalizada, para a qual a política e o poder público deveriam ter buscado soluções. Muito embora, apesar dessa realidade desfavorável, muitas pessoas daquelas categorias chegavam a constituir patrimônio próprio, tornando-se pequenos fazendeiros.
No entanto, a legislação adotada à época que, em princípio se propunha a ampliar os direitos desses trabalhadores, terminou por inviabilizar a relação dessa gente com o dono da terra. Coisa muito parecida com o que se vê agora! Ou seja, tentou-se impor, por força de lei, tratamento e regramento igual para situações diferentes.
Como resultado, além do acirramento dos conflitos no campo, a imposição daquelas novas regras provocou uma gigantesca migração do campo para as periferias das cidades, gerando o nosso maior e mais vergonhoso drama social, as favelas, que em alguns casos superaram um terço da população das cidades.
Não é difícil demonstrar tecnicamente tais fatos, pois uma simples enquete revelaria que a imensa maioria dos delinquentes, bandidos violentos e traficantes, que hoje abarrotam os presídios brasileiros são filhos ou netos de agricultores honestos e trabalhadores vindos dos nossos rincões rurais.
Daí eu pergunto, do ponto de vista social, não seria preferível que esses caras tivessem nascido e permanecido lá na roça?
Mesmo que vivessem numa condição precária, mas produzindo pelo menos para a própria subsistência, seria melhor do que viver impondo tamanho custo à sociedade e expondo os filhos de famílias de bem à perversão das drogas e da violência urbana
 

Segunda Abolição.

Sob o ponto de vista ideológico e filosófico a proposta de emenda constitucional tornou-se ponto de honra, especialmente para os entusiastas das teorias socialistas. Chegaram a chamá-la de "segunda abolição"! No entanto, até mesmo sob esses aspectos eu acho uma comparação um tanto quanto imprópria, pois há diferenças fundamentais que nem a imprensa, tampouco os políticos levam em consideração nos seus discursos.
Veja, por exemplo: a abolição da escravidão no Brasil foi resultado de um processo gradativo que levou pelo menos 30 anos sob discussão envolvendo, além dos políticos, os fazendeiros e novos industriais, liderada sobretudo pela Maçonaria, que era uma instituição composta essencialmente pela alta elite econômica do país! Embora isso possa parecer um estranho paradoxo, deixarei claro mais adiante que não é.
Contudo, não resta dúvidas de que, ao contrário do que ocorre agora com a política das domésticas, a abolição foi um processo com plena participação dos empregadores.
Mas, daí, diante da aparente contradição, surge a pergunta:
- Porquê a elite econômica, que desfrutava da mão de obra escrava, poderia ter interesse na abolição?
Na verdade, as razões que mais pesaram para que se consumasse a abolição foram de natureza econômica e administrativa, conforme veremos!
O crescimento das grandes fazendas e da indústria recém instalada no país exigia uma revisão das relações de vínculo da mão de obra no país, uma vez que tornara-se mais viável economicamente remunerar a sua força de trabalho, concedendo-lhe a autonomia para resolver seus próprios problemas domésticos, de tal modo que eles mesmos pudessem manter sob sua própria tutela suas mulheres "parideiras", criar por lá seus próprios filhos, cuidar de seus próprios idosos, etc, etc...
Na medida que o negócio dos patrões crescia, tornava-se inviável administrar e custear tudo isso numa senzala, sob risco de se ter uma estrutura de gerenciamento da senzala maior que a própria estrutura produtiva.
Tente abstrair e imaginar como seria se todos as empresas atuais fossem os responsáveis pelo "gerenciamento" de todos os problemas domésticos de seus empregados” Impensável, né! Porém, se a escravidão tivesse sido preservada até hoje, seria essa a relação natural de vínculo entre patrões e empregados.
Por outro lado, alguns conceitos relativos à escravidão e à própria abolição foram um tanto quanto distorcidos, afim exaltar os aspectos heroicos e honrosos daquela política, já que todos os países "desenvolvidos" a haviam adotado. Assim, surgiram alguns mitos, tais como:
1)   o propósito da abolição foi exclusivamente para atender os interesses dos escravos: De fato, conforme visto acima, havia também outras razões de interesse dos senhores de escravo que podem ter pesado mais nessa decisão;
2)   escravo era sempre submetido a condições de vida extremamente degradantes: obviamente havia situações assim, no entanto a história demonstra que essa não era a regra geral, uma vez que essa mão de obra era o principal recurso de produção e se constituía no fator de maior custo. Portanto, ainda que lamentavelmente fosse tratado como um bem de produção, o escravo era muito valorizado e, por isso, bem cuidado;
3)   escravo era uma mão de obra barata: sob os aspectos de natureza econômica, isso não era verdade, pois tanto o custo de aquisição quanto a manutenção do contingente em condições produtivas era altíssimo.
Daí se denota que o escravo era o principal investimento do empreendedor.
Observe que a minha abordagem é tão somente sob o ponto de vista da produção econômica. Obviamente não me refiro aqui aos aspectos de natureza moral, ética e social dessa relação de trabalho, pois sob nenhuma condição seria justificável o confisco dos direitos humanos, o cerceamento das liberdades individuais e, sobretudo, a condição de propriedade a que se submetiam aquelas pessoas.
Mas, voltando à realidade atual, acerca da nova legislação para trabalhadores domésticos, na verdade boa parte das pessoas que defendem a implantação imediata dessa política argumentava em favor de resultados que, de fato, não serão obtidos como consequência direta da nova regra.
Por exemplo, argumenta-se em favor da ampliação da oferta de oportunidades para melhor qualificação dessas categorias. Obviamente essa qualificação se traduzirá na migração dessa mão de obra para outros ramos de atividade, o que, em última instância, contribuirá para o esvaziamento ou até mesmo a extinção da categoria.
Porém, não nos esqueçamos de que as atuais empregadas domésticas teriam poucas chances de se readequarem ao mercado, uma vez que a grande maioria está nesse ramo justamente porque sua qualificação não lhe permitiria outra alternativa e, por isso, a nova lei poderá provocar a sua simples exclusão do mercado, uma vez que inviabilizou a relação de trabalho que era a última opção;
Contudo, esperamos que a sociedade se adapte no tempo menor possível. Entretanto, num primeiro momento, até que esses milhões de trabalhadores se ajeitem no mercado, haverá um custo social muito alto, decorrente da sua exclusão brusca.
Felizmente (sob o aspecto puramente social) o contingente não é tão representativo quanto foi no caso das extintas categorias de meeiros, colonos e empreiteiros rurais, por isso deverá haver uma adaptação menos traumática.
Porém, a extinção desses postos de trabalho, lamentavelmente, é um fato inquestionável.